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domingo, 11 maio, 2008
Luz na escuridão


Luz na escuridão
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Um dia, um menino de 3 anos estava na oficina do pai, vendo-o fazer arreios e selas.  Quando crescesse, queria ser igual ao pai.

Tentando imitá-lo, tomou um instrumento pontudo e começou a bater numa tira de couro.  O instrumento escapou da pequena mão, atingindo-lhe o olho esquerdo.

Logo mais, uma infecção atingiu o olho direito e o menino ficou totalmente cego.

Com o passar do tempo, embora se esforçasse para se lembrar, as imagens foram gradualmente desaparecendo e ele não se lembrava mais das cores.  Aprendeu a ajudar o pai na oficina, trazendo ferramentas e peças de couro.

Ia para a escola e todos se admiravam da sua memória.
De verdade, ele não estava feliz com seus estudos.  Queria ler livros.  Escrever cartas, como os seus colegas.
Um dia, ouviu falar de uma escola para cegos.  Aos dez anos, Louis chegou a Paris, levado pelo pai e se matriculou no instituto nacional para crianças cegas Ali havia livros com letras grandes em relevo.  Os estudantes sentiam, pelo tato, as formas das letras e aprendiam as palavras e frases.  Logo o jovem Louis descobriu que era um método limitado.  As letras eram muito grandes.  Uma história curta enchia muitas páginas.
O processo de leitura era muito demorado.  A impressão de tais volumes era muito cara.  Em pouco tempo o menino tinha lido tudo que havia na biblioteca.  Queria mais.  Como adorava música, tornou-se estudante de piano e violoncelo.
O amor à música aguçou seu desejo pela leitura.  Queria ler também notas musicais.

Passava noites acordado, pensando em como resolver o problema.  Ouviu falar de um capitão do exército que tinha desenvolvido um método para ler mensagens no escuro.
A escrita noturna consistia em conjuntos de pontos e traços em relevo no papel.  Os soldados podiam, correndo os dedos sobre os códigos, ler sem precisar de luz.

Ora, se os soldados podiam, os cegos também podiam, pensou o garoto.  Procurou o capitão Barbier que lhe mostrou como funcionava o método.  Fez uma série de furinhos numa folha de papel, com um furador muito semelhante ao que cegara o pequeno.

Noite após noite e dia após dia, Louis trabalhou no sistema de Barbier, fazendo adaptações e aperfeiçoando-o.
Suportou muita resistência.  Os donos do instituto tinham gasto uma fortuna na impressão dos livros com as letras em relevo.  Não queriam que tudo fosse por água abaixo.

Com persistência, Louis Braille foi mostrando seu método.  Os meninos do instituto se interessavam.
À noite, às escondidas, iam ao seu quarto, para aprender.  Finalmente, aos 20 anos de idade, Louis chegou a um alfabeto legível com combinações variadas de um a seis pontos.

O método Braille estava pronto.

O sistema permitia também ler e escrever música.  A idéia acabou por encontrar aceitação.  Semanas antes de morrer, no leito do hospital, Louis disse a um amigo: "Tenho certeza de que minha missão na Terra terminou."

Dois dias depois de completar 43 anos, Louis Braille faleceu.  Nos anos seguintes à sua morte, o método se espalhou por vários países.  Finalmente, foi aceito como o método oficial de leitura e escrita para aqueles que não enxergam.

Assim, os livros puderam fazer parte da vida dos cegos.  Tudo graças a um menino imerso em trevas, que dedicou sua vida a fazer luz para enriquecer a sua e a vida de todos os que se encontram privados da visão física.

Há quem use suas limitações como desculpa para não agir nem produzir.  No entanto, como tudo deve nos trazer aprendizado, a sabedoria está, justamente, em superar as piores condições e realizar o melhor para si e para os outros.


postado por Mariângela as 05:04:33 # 0 comentários
sexta, 28 março, 2008
Deficientes visuais podem ter acesso a revista em mp3




Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, o Brasil possui, aproximadamente, 1 milhão de pessoas com cegueira total no país e 4 milhões com algum tipo de deficiência que afeta parcialmente a visão, o que ocasiona uma série de limitações para essas pessoas, como por exemplo, a leitura, já que os veículos geralmente não disponibilizam braile ou um outro mecanismo para que o deficiente visual consiga ler.

Pensando nisso, a Revista Foco Social, lançada no início desse ano, disponibilizou todo o seu conteúdo em formato MP3 em parceria com o Instituto Paranaense de Cegos, para que eles tenham acesso à leitura. O presidente da instituição, Manoel Cardoso dos Passos, aprovou a iniciativa. “Isso possibilita um acesso maior, conseguimos nos informar sobre vários assuntos de uma maneira rápida e fácil”.

Além de ajudar os deficientes visuais, o formato em mp3 foi pensado pela equipe da revista para atender também àqueles com alguma limitação na hora de ler. “Buscamos ampliar cada vez mais o acesso às informações”, ressalta Raphael Salgueiro, responsável pela elaboração do formato em mp3 da Foco Social.

A diretora da escola do Instituto Paranaense dos Cegos, professora Idamaris Costa, irá utilizar o mecanismo em suas aulas. ““Nós já utilizamos DVD´s e músicas nas aulas, então o conteúdo da revista será bem válido”.

Qualquer pessoa pode ter acesso ao conteúdo da revista Foco Social em mp3 acessando o site www.revistafocosocial.com.br .

Serviço: A Revista Foco Social – Responsabilidade Social e Empresarial – é distribuída realiza no dia 28 de março o seu 1º encontro com o tema “Direito e Contabilidade do Terceiro Setor”. Os palestrantes serão: Cristina Luiza Surek, socióloga, Tarso Cabral Violin, professor da Universidade Positivo e Narciso Doro, presidente do Sindicato dos Contabilistas de Curitiba.

O encontro começa às 8h30, no Estação Embratel Convention Center, e a entrada é franca. Interessados podem entrar em contato pelo telefone 41-3079-1414 e pelo email contato@revistafocosocial.com.br .




postado por Mariângela as 05:55:16 # 0 comentários
sábado, 01 março, 2008
Homem-macaco

autor: lamentavelmente, ignoro.
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Eu estava de passagem pela Universidade de Fordhan, Nova York.
Meu colega, Jesuíta americano, ao saber que eu gostava de escrever
estorinhas leves para jovens, propôs um passeio a Long Island, onde veria
alguma coisa sensacional, inesperada e até nunca sonhada por ninguém...
Fez-me entrar no carro e saímos...

De fato, o que vi neste passeio é um caso único.  Uma fábrica de
sapatos projetada só para deficientes físicos.  Todas as máquinas
foram desenvolvidas pelo proprietário da empresa, Mister Henry
Viscardi.  Lá se viam máquinas acionadas só por um toco de braço,
outras só pelos pés ou alguma perna atrofiada.  Havia uma, a que
mais me comoveu, manipulada pela boca de um operário tetraplégico!

Henry Viscardi, o dono e criador dessa maravilha de amor, era também
deficiente físico.  Nascera com as pernas atrofiadas do joelho para
baixo e tinha apenas um esboço de pés.

Quando criança, andava com as mãos, segurando dois tocos de madeira,
calçados com borracha de pneu.  Esse seu modo de andar lhe valeu o
apelido de "homem-macaco", dado pelos meninos da escola.  Cada vez
que o chamavam assim, ele saía, pulando com seus tocos de madeira,
para ir chorar junto da professora.

Um dia, esta resolveu dar-lhe uma sacudidela moral, dizendo:

-- Você pode pôr um fim a tudo isso se quiser!  É um garoto muito
inteligente e pode ser o primeiro da classe.  Quando tal acontecer,
todos irão respeitá-lo.

Foi dito e feito.  Passou a enfrentar aquela situação (ver-se
chamado de "homem- macaco") sem lágrimas nem agressividade.  Mas,
sobretudo, começou a caprichar nos estudos, em pouco tempo estava
em primeiro lugar!  Acabou-se a zombaria.  Ele terminou o primário
e o colegial.  Entrou para a faculdade e formou-se em engenharia.
Casou-se e teve quatro filhas! Abriu uma indústria de sapatos e,
em poucos anos, acumulou uma imensa fortuna!

Um dia, no seu carrão milionário, adaptado por ele próprio  para
ser controlado inteiramente com as mãos, viu um deficiente físico
arrastando-se pelas ruas de Nova York.  Aquilo doeu-lhe e lhe
sugeriu uma grande idéia.  Começou a planejar máquinas especiais
para deficientes.  Foram meses e meses de trabalho, debruçado sobre
as pranchetas. ..

E a fábrica saiu do papel.

Lá estava eu percorrendo seus pavilhões, saudado por dezenas e
dezenas de sorrisos de deficientes... mas não havia deficiência
alguma naqueles sorrisos, porque vinham de homens e mulheres muito
felizes.

Henry Viscardi é um grande católico, mas sua fábrica, que leva o
nome tão bem empregado de "Abilities" (Habilidade), tem emprego
para toda s as religiões e todos se amam com o mesmo sorriso de
felicidade! "Eu que conheci bem o sofrimento aprendi a socorrer
os que sofrem.", diz Henry.

Há muitas pessoas sofredoras que, talvez, encontrassem paz
e felicidade se procurassem ajudar alguém que sofre tanto ou
mais do que elas.  Esta é a lição maravilhosa, inesquecível,
do milionário deficiente físico que, do alto dos seus milhões
de dólares, debruçou-se sobre  outros deficientes e os ajudou a
encontrar o seu lugar na vida.  A Lição do " Homem-macaco"!

postado por Mariângela as 10:53:14 # 0 comentários
Dente implantado em olho ajuda cego a voltar a enxergar

http://www.bbcbrasil.com

Um irlandês que ficou cego após uma explosão recuperou parte da visão depois de ter um dente de seu filho implantado na cavidade ocular durante uma cirurgia em Brighton, na Inglaterra.

Robert McNichol tinha perdido a visão há dois anos, quando uma explosão de alumínio líquido o atingiu no centro de reciclagem onde trabalhava.

Os médicos que o trataram afirmaram que nada poderia ser feito sobre sua cegueira, mas um professor da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, sugeriu a McNichol que visitasse o cirurgião Christopher Liu, do Hospital do Olho de Sussex, em Brighton.

Liu realizou a cirurgia conhecida como Osteo Odonto Kerato Prosthesis (OKPP, na sigla em inglês), que consiste em implantar na cavidade ocular uma prótese criada com a raiz viva do dente acoplada a um cilindro ótico. Esta prótese funciona como uma nova "ponte", capaz de sustentar a lente intra-ocular, que substitui a córnea danificada do paciente.

Para realizar a prótese, Liu usou um dos dentes caninos e parte da gengiva do filho do paciente, considerado o melhor doador depois de vários exames.

Desde a cirurgia, que durou 16 horas e foi realizada em dezembro de 2007, ele já recuperou parte da visão direita. Segundo os médicos, a visão esquerda não poderá ser recuperada pois foi muito danificada.

"Eu saí da escuridão para a luz", disse o paciente. "Eu posso ver televisão, andar na rua sozinho, ver meus filhos e minha esposa. É inacreditável", afirmou McNichol ao jornal britânico The Independent.

Olho por dente

Realizada pela primeira vez na década de 60 na Itália, a OKPP é indicada em casos nos quais o transplante de córnea convencional não soluciona o problema de visão do paciente.

A porta-voz do Hospital do Olho de Sussex disse à BBC Brasil que apesar de rara, a cirurgia já foi realizada pelo médico várias vezes e que ele é um especialista neste tipo de implante.

De acordo com o Independent, estima-se que o custo do procedimento cirúrgico na Grã-Bretanha seja de aproximadamente 40 mil euros (R$100 mil).

Antes da operação, McNichol foi alertado pelos médicos que ele teria 65% de chances de voltar a enxergar depois da cirurgia.

"A aparência não é muito boa, na verdade. Eu pareço o 'Exterminador do Futuro', mas não me importo", afirmou o paciente ao jornal.


postado por Mariângela as 09:57:10 # 0 comentários
sexta, 28 dezembro, 2007
Cuidando dos seus olhos


M. Elizabeth Mota

Oftalmologista pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP. Membro Titular do Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Atende em seu consultório, em Itu.



teste do Olhinho

O teste do reflexo vermelho, ou simplesmente “teste do olhinho”, é desde março obrigatório em todos os recém-nascidos nos hospitais do estado de São Paulo.
Assim como o teste do pezinho é capaz de detectar precocemente e evitar doenças mentais nos bebês, o teste do olhinho também promete proteger muitas crianças da cegueira ou do desenvolvimento de doenças oculares como a catarata, o glaucoma e o retinoblastoma.
Aproximadamente uma criança fica cega a cada minuto no planeta. De acordo com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP), 80% da cegueira mundial poderiam ser evitadas – sendo 60% curáveis e 20% previsíveis – se medidas como esse simples teste fossem tomadas. Estima-se que existam 400 mil crianças cegas no mundo – e 94% delas encontram-se nos países em desenvolvimento. Só no Brasil, acredita-se que existam entre 25 mil e 30 mil crianças cegas.
Essa estatística é assustadora porque na maioria dos serviços de neonatologia do país os olhos dos recém-nascidos não são adequadamente examinados. Como resultado, mais de 50% dos recém-nascidos só têm a alteração descoberta quando estão cegos ou quase cegos para o resto da vida. Tais seqüelas seriam prevenidas em grande parte se o problema fosse tratado no tempo certo.
O que é o teste
Trata-se de um exame muito simples, indolor e rápido, e que pode ser feito pelo próprio pediatra do hospital ou da maternidade. O único equipamento necessário é um oftalmoscópio direto.
O “teste do reflexo vermelho” recebe esse nome porque, quando a luz é projetada no olho do bebê sadio, um reflexo vermelho ou amarelo-avermelhado proveniente da retina se apresenta. Tanto a intensidade como a coloração do reflexo devem ser semelhantes em ambos os olhos, ou seja, simétricos. A reflexão da coloração avermelhada normal da retina ocorre porque os meios oculares (córnea, cristalino, vítreo) encontram-se transparentes. A ausência do reflexo ou a presença de reflexos diferentes em um e outro olho podem significar alguma alteração congênita. Neste caso, a criança deve ser encaminhada ao oftalmologista com urgência.
A Sociedade de Pediatria de São Paulo e a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, em documento conjunto, sugerem sua realização em todo recém-nascido na primeira semana de vida.
O teste também pode ser realizado nas consultas rotineiras em crianças maiores, de qualquer idade, e não só no berçário, pois muitas doenças passíveis de diagnóstico pelo método podem aparecer mais tardiamente.
Doenças detectáveis
Estima-se que atualmente 0,4% dos recém-nascidos seja portador de catarata congênita. Esse número é decorrente da alta incidência de infecções congênitas, como a rubéola. Já nos países desenvolvidos, sua maior causa é genética. A catarata congênita é detectada pelo teste do olhinho, quando apresenta um reflexo vermelho que não é visto de maneira clara ou uniforme.
O diagnóstico precoce desse tipo de catarata é de extrema importância para o bom desenvolvimento da criança, pois quanto mais precoce o diagnóstico e o subseqüente procedimento cirúrgico, nos casos positivos, menor será o dano à acuidade visual provocado pela doença. Assim, um caso de catarata total, eliminada no primeiro mês de vida, provavelmente não deixará seqüelas. Já a espera de sete ou oito anos para a cirurgia da catarata possivelmente criará danos irreversíveis.
O glaucoma congênito é observado em um em cada 10 mil recém-nascidos vivos, aproximadamente, e é decorrente do aumento de pressão intra-ocular que provoca rupturas no endotélio corneano, levando a edema de córnea. O edema de córnea impede a entrada normal de luz para dentro do olho.
Essas doenças, quando detectadas precocemente e tratadas antes do período crítico, isto é, nos primeiros três meses de vida, têm resultados muito melhores. O ideal é que as cirurgias sejam realizadas na quinta semana de vida do bebê, entre o segundo e o terceiro mês.
Quanto aos tumores malignos intra-oculares, o retinoblastoma é o mais freqüente na infância. Se não tratado com urgência, pode levar a criança ao óbito. Segundo dados do SBOP, no Brasil 60% dos retinoblastomas são diagnosticados tardiamente, quando já não é possível salvar o olho e, às vezes, nem a vida da criança.
Existem dois tipos de retinoblastoma: o resultante de uma mutação somática, em que um fotorreceptor da retina sofreu uma mutação e desenvolveu o tumor; e outro resultante de uma mutação germinativa, em que todas as células do indivíduo carregam a mutação responsável pelo tumor. O retinoblastoma resultante de mutação somática é esporádico, sempre unilateral e raramente congênito. O retinoblastoma decorrente de uma mutação germinativa é transmitido de forma autossômica dominante, é bilateral em 30% dos casos e pode ser congênito.
Visão saudável para um desenvolvimento melhor
Felizmente, o estado de São Paulo não é o único que está empenhando em detectar e tratar precocemente as doenças oculares nos recém-nascidos.
O governo municipal de São Paulo já havia decretado a obrigatoriedade do teste do olhinho em 2003. E antes disso, em 2001, a capital carioca também já havia instituído o teste, a exemplo de outras cidades do Brasil.
No Planalto já há estudos e projetos para tornar o teste do olhinho uma obrigação nacional. Uma coisa é certa: a participação conjunta de pediatras e oftalmologistas nessa luta para a prevenção da cegueira infantil é fundamental, pois todo o processo de desenvolvimento da visão está na dependência do estímulo visual. A criança necessita “ver” para desenvolver a sua visão. Até que a acuidade visual esteja totalmente estabelecida, qualquer obstáculo à formação de imagens nítidas em cada olho pode levar a um mau desenvolvimento visual, que se tornará irreversível se não tratado em tempo hábil. E uma boa acuidade visual é importante no desenvolvimento físico e cognitivo normal da criança.
Uma criança com visão subnormal tem seu desenvolvimento motor e sua capacidade de comunicação prejudicados, porque gestos e condutas sociais são aprendidos, também, através da visão.

postado por Mariângela as 06:48:22 # 0 comentários
quarta, 26 dezembro, 2007
FELIZ ANO VELHO 2.0

Após acidente, Cid Torquato fala sobre tecnologias que lhe permitem voltar a usar o computador.

“Subi numa pedra e gritei:
- Aí, Gregor, vou descobrir o tesouro que você escondeu aqui embaixo, seu milionário disfarçado.
Pulei com a pose do Tio Patinhas, bati a cabeça no chão e foi aí que ouvi a melodia: biiiiiiin.
Estava debaixo d’água, não mexia os braços nem as pernas, somente via a água barrenta e ouvia: biiiiiiin.”

Assim começa o livro Feliz Ano Velho, de Marcelo Rubens Paiva, quando ele descreve os segundos fatídicos que o separaram da normalidade para a tetraplegia. Não muito diferente do que aconteceu comigo, cerca de 30 anos depois, em uma noite de maré baixa, acompanhado de outros personagens, em um cenário bem diferente, o arquipélago de Brijuni, na Croácia, que tem um litoral conhecido por suas praias de águas cristalinas, com fundo de calcário, cujo reflexo do sol pode ser visto pelos astronautas no espaço.

Errei no cálculo e o resultado foi uma lesão raquimedular da quinta vértebra, a famosa C5, que me deixou tetraplégico, mudando radicalmente o curso da minha história, que recomeçou com a colocação de uma placa de titânio em Zagreb e continuará com intermináveis sessões de fisioterapia pelo resto da minha vida.

Hoje, pouco mais de dois meses depois da tragédia, estou clinicamente em ótimas condições, mas a sensação é de claustrofobia, por estar preso dentro de um corpo que conheço, mas que não mais me pertence por completo, pelo menos por enquanto, até que eu vá recobrando, aos poucos, os movimentos, comandos e controles, que, na verdade, já começam a voltar, ainda que lentamente.

De certa forma, o ponto mais surpreendentemente negativo de um processo como este, que envolve médicos, hospitais, terapeutas e centros de reabilitação, é enfrentar a empresa de seguro de saúde, no meu caso, uma das maiores do país, que sonega direitos aos seus segurados e se nega a pagar por intervenções e procedimentos fundamentais para os tratamentos necessários. Tais direitos, contudo, são facilmente reconquistados através de mandados de segurança e de ações judiciais diversas, aos quais – as empresas sabem e jogam com isso – nem todos os prejudicados recorrem.

Por outro lado, é comovente receber a corrente espontânea de solidariedade que se forma ao nosso redor, desde as centenas de manifestações de apoio, até contribuições concretas, que podem ir da oferta de equipamentos e novas tecnologias, passando pela dedicação de tempo, carinho e companhia, chegando, mesmo, a doações e presentes, às vezes de onde menos se espera.

Quanto às questões tecnológicas, que já me permitem retomar parte de minhas atividades profissionais, é interessante descobrir o que existe de disponível para facilitar o uso do computador.

Hoje, apesar da dificuldade de encontrarmos informações, há um sem-número de recursos incríveis, que facilitam a vida de descapacitados dos mais diversos matizes e patologias.

Vale a pena conhecer os sistemas de reconhecimento de voz, como o Motrix, o SpeechMagic da Philips e o famoso Dragon NaturallySpeaking, ou mesmo o Reconhecimento Síntese de Voz no GNU/Linux, para os amantes de open source, entre vários outros.

Embora com poucos dados no mercado, a Digibrás, do grupo CCE, lançou, no Brasil, um mouse ocular, em linha com o que há de mais avançado no mundo, produtos que podem ser encontrados em sites internacionais como o espanhol Ceapat, o Abledata e o Assistive Technologies, cujo acervo é simplesmente impressionante, bem como os brasileiros Tecnologia Assistiva, Clik e Home Control, sobre automação residencial.

No mesmo contexto, é importante familiarizar-nos com as normas do World Wide Web Consortium, mais conhecido como W3C, que estabelece padrões de acessibilidade e inclusão de deficientes para navegação na Internet em geral.

Com estas e outras informações, além da experiência que venho acumulando, quem sabe não seja o caso de criarmos, no Ano Novo, apesar da ironia e do trocadilho, o C.I.D., ou melhor, o Centro de Informática para Deficientes. O que acha?

*Cid Torquato é advogado e consultor especializado em Economia Digital. E-mail: cid@torquato.org

fonte: http://idgnow.uol.com.br/internet/brasil20/idgcoluna.2007-11-23.7244683372/


postado por Mariângela as 10:08:47 # 0 comentários
domingo, 23 dezembro, 2007
Cães-guia custam caro e enfrentam resistência

Deficientes visuais e seus cachorros são barrados em diversos estabelecimentos.
Existem pouco mais de 50 cães-guia no Brasil, e o treinamento pode chegar a R$15 mil.
Foto: Alice Assumpção / G1
Divulgação
Marcio e sua  cadela Raissa. Eles foram impedidos de embarcar num ônibus. (Foto: Divulgação / George Thomaz Harrison)

Há um mês, a vida do portador de deficiência visual Antonio Marcio da Silva, de 19 anos, mudou. Graças à companhia de sua cadela, Raissa, ele ganhou independência e passou a circular sozinho por São Gonçalo, cidade onde mora, na Região Metropolitana do Rio.

O treinamento de Raissa levou dois anos e custou R$15 mil, dinheiro doado por empresas de artigos para cães, que patrocinaram o trabalho do treinador da cadela, George Thomaz Harrison.

Na última quinta-feira (13), no entanto, Marcio teve a liberdade recém-conquistada ameaçada. Ele foi impedido de entrar num ônibus acompanhado de seu cão-guia. O motorista afirmou que era proibida a presença de animais no interior do veículo e insinuou que Marcio estaria fingindo não enxergar. Foi preciso a presença de um policial militar para que o estudante pudesse seguir sua viagem até a ONG onde trabalha.

O episódio é um exemplo da cruzada que os deficientes visuais enfrentam diariamente para poder se locomover. Apesar de haver lei federal garantindo a permanência de cães-guia em lugares públicos, esses animais, populares em vários países do exterior, ainda são pouco conhecidos entre os brasileiros, que costumam não entender por que esses cachorros podem entrar em elevadores sociais e freqüentar sessões de teatro e cinema.

 Caros e raros

O adestramento de cães-guia é uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos deficientes visuais. Segundo o adestrador George Thomaz Harrison, 31 anos, o treinamento de um cão de acompanhamento pode custar de R$2 mil a R$15 mil.

  

Foto: Alice Assumpção / G1
Divulgação
A advogada Thays Martinez entrou na Justiça para assegurar seu "direito de ir e vir" (Foto: Divulgação / Fernando Bagnola)

“As pessoas não sabem, mas o adestramento de cães-guia é muito diferente do convencional. Ele leva cerca de 2 anos e envolve muitos comandos específicos como, por exemplo, encontrar objetos do cotidiano, como cadeiras, portas e escadas. O trabalho que faço, no entanto, é sempre patrocinado, de modo que os portadores de deficiência não tenham de pagar nada”, explica ele. De acordo com George, existem cerca de dez adestradores no Brasil e apenas duas entidades especializadas.

 A advogada deficiente visual Thays Martinez, 33 anos, é presidente do Íris (http://www.iris.com.br/), instituição sem fins lucrativos destinada a formar adestradores e treinar cachorros acompanhantes, de onde já saíram 18 cães-guia.

“O número é significativo, já que estimamos que haja pouco mais de 50 cães treinados em todo o país”, explica a advogada. “Para termos uma base de comparação, nos Estados Unidos, a escola Leader Dogs, que é apenas uma entre as dezenas existentes, forma cerca de 200 cães por ano”.

 Barrada no metrô

Thays foi a primeira brasileira portadora de deficiência visual a ganhar um processo judicial por ter sido impedida de transitar com seu cão. “Em 2000, não me deixaram embarcar com meu cachorro, Boris, no metrô da capital paulista. Entrei com uma ação na Justiça e, depois de seis anos de tramitação, saiu o resultado do processo, em meu favor”, relata Thays. Atualmente a advogada defende dois clientes que passaram por situações semelhantes, também contra empresas do setor de transporte.

 Novela ajudou
Reprodução
TV Globo
Personagem Jatobá, da novela América, sendo barrado ao tentar entrar em ônibus com seu cão. (Foto:TV Globo)

A funcionária pública aposentada, Ethel Rosenfeld, 62 anos, foi a primeira deficiente visual do Rio de Janeiro a adquirir um cão-guia e serviu de inspiração para a criação dos personagens Jatobá e Flor, vividos por Marcos Frota e Bruna Marquezine na novela América da TV Globo.


“A novela foi um marco, pois ajudou muito na conscientização da população a respeito das nossas necessidades. Depois dela, a situação melhorou bastante”, diz Ethel que, por ter sido pioneira no uso de cães acompanhantes, passou por muitos constrangimentos.


“Assim que passei a andar com Gem, em 97, não conseguia ir a lugar algum. Era barrada em restaurantes, ônibus e táxis. Uma vez não me deixaram entrar com o Gem no Teatro Municipal. Fui até impedida de levá-lo ao escritório em que trabalhava, na Secretaria municipal de Saúde. O pior episódio aconteceu quando não pude pernoitar em Brasília, por não achar hotel que nos aceitasse. Gem e eu voltamos para o Rio, os dois, com o rabinho entre as pernas. Nessa época, cheguei a entrar em depressão, pois, apesar de ter meu cão-guia, não saía de casa”, completa ela.


Apesar das dificuldades, Ethel conta suas histórias com bom humor e guarda vitórias importantes em sua jornada. Em 2006, a aposentada esteve no grupo de cerca dd dez deficientes visuais que ajudou no processo de regulamentação da lei federal 11.126, de 2005, que permite o acesso de cães-guia a todos os lugares públicos.

http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL233456-5606,00-CAESGUIA+CUSTAM+CARO+E+ENFRENTAM+RESISTENCIA.html

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postado por Mariângela as 01:37:31 # 0 comentários
quarta, 12 dezembro, 2007
Site oferece leitor de telas gratuito para cegos

 
O software leitor de telas criado pelo CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações) dirigido a pessoas com deficiência visual já está disponível na página do Ministério das Comunicações para download. A ferramenta, desenvolvida com recursos do Funtell (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações) pode ser baixada gratuitamente.

"Prestar esse serviço aos portadores de deficiência é um grande orgulho para o Ministério das Comunicações. Os recursos do Funttell e do Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações) devem ser direcionados a projetos nobres como esse", destacou o ministro, em comunicado à imprensa.

O programa leitor de telas possibilita a narração automática de textos e das ações dos usuários, tornando mais fácil a execução de tarefas no micro para cegos ou pessoas com baixa visão.

Ele pode ser usado em computadores simples, com chip de 500 MHz, Windows 2000 ou XP, memória de 256 MB e mínimo de 30 MB livre para a instalação.

Para baixar o programa, basta acessar o site do Ministério das Comunicações (http://www.mc.gov.br) e clicar no banner que aparece na coluna da direita, logo abaixo da "Previsão do Tempo".

postado por Mariângela as 09:32:15 # 0 comentários
quarta, 17 outubro, 2007
Alagoas terá internet em braille

Um projeto inédito será lançado dia 17/10/2007 em Alagoas para beneficiar os portadores de deficiência visual com a possibilidade de acesso à Internet (rede mundial de computadores). Fruto de parceria entre a Universidade Federal de Alagoas e o Banco do Nordeste, o projeto realizará a construção de um site em braille (por meio de sonorização e de outros instrumentos específicos), além da publicação de um livro em tinta e em braille orientando sobre o uso da Internet para deficientes visuais. A assinatura do convênio entre as duas instituições acontece amanhã, a partir das 9h30, no auditório da Superintendência Estadual do BNB em Alagoas (Rua da Alegria, 407, Centro).

”O objetivo é a inclusão digital e cultural de pessoas portadoras de necessidades especiais e visa à elaboração de ações inclusivas e diretrizes traçadas como prioridades da atual gestão. Está subdividido em três etapas: tornar o site www.edufal.ufal.br/braile acessível a portadores de necessidades especiais, publicação de um livro (em tinta) inédito orientando a construção de sites acessíveis e a publicação de um manual, em Braille, de navegação na Web”, esclarece a diretora da Edufal, Sheila Maluf.

”O Banco do Nordeste, além de ter como uma das diretrizes de ação, o apoio à cultura, também está focado em projetos de responsabilidade social. Dessa forma, não poderíamos ficar de fora dessa importante iniciativa de inclusão digital dos deficientes visuais, o que propiciará ainda a inserção dessas pessoas no mercado de trabalho. O BNB está apoiando financeiramente o projeto, com recursos não-reembolsáveis do Fundo de Apoio às Atividades Socioeconômicas do Nordeste (Fase)”, ressalta o superintendente estadual do BNB em Alagoas, José Expedito Neiva Santos.

Considerado pioneiro no âmbito das editoras de universidades federais, o projeto Edufal em Braille, está voltado para a publicação de livros na linguagem utilizada pelos deficientes visuais e já conta com 14 títulos desde seu lançamento, em 2004, tendo mais seis títulos que serão lançados na III Bienal do Livro de Alagoas, além da novidade de acessibilidade à Web.

fonte: http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/index.asp?vEditoria=Macei%C3%B3&vCod=36273


postado por Mariângela as 07:40:54 # 0 comentários
quarta, 10 outubro, 2007
Lions Internacional comemora 90 anos de prestação de serviços

Sua mais agressiva campanha é para a conservação da visão por meio do Programa SightFirst

A Associação Internacional de Lions Clubes, organização não-governamental, comemorou no dia 5 de outubro, seus 90 anos de fundação.

O Lions realiza ações de voluntariado em todo o planeta. Sua principal função é ajudar aos necessitados, encerrando no nome as palavras Liberdade, Igualdade, Ordem, Nacionalismo e Serviço.

O Lions foi fundado em 1917, tornando-se o primeiro e o maior clube de serviço.

Entre os programas do Lions, se destaca, especialmente, a campanha de saúde visual, o Programa SightFirst, que procura livrar o mundo da cegueira evitável e reversível, assistindo aos serviços de cuidados da saúde.

Este serviço começou quando, durante a convenção de Lions Clubs International de 1925, Helen Keller desafiou os Leões a se tornarem os “paladinos dos cegos na cruzada contra a escuridão”.

O programa inclui coleta e reciclagem de óculos, atendimento oftalmológico em escolas carentes, cirurgias gratuitas de catarata, transplantes de córnea e fornecimento de cães-guia para cegos.

Além dos programas em prol da visão, os Lions Clubs International também se empenham na melhoria das condições do meio ambiente, construção de habitações para deficientes, conscientização acerca da diabetes, programas para o deficiente auditivo e, através da sua fundação, prestam ajuda às vítimas de catástrofes em todo o mundo.

Desde a sua fundação, a associação tem crescido, contando hoje com cerca de 1,3 milhão de homens e mulheres em 45.000 clubes localizados em 200 países e áreas geográficas.

A Associação Internacional de Lions Clubes nasceu com o sonho de um empresário de Chicago chamado Melvin Jones. Ele acreditava que os clubes comerciais locais deveriam expandir seus horizontes de preocupações puramente profissionais para o bem-estar das comunidades e do mundo como um todo.

Tem como missão “Criar e fomentar um espírito de compreensão entre todos os povos para atender às necessidades humanitárias oferecendo serviço voluntário por meio do envolvimento na comunidade e da cooperação internacional”.


postado por Mariângela as 11:42:49 # 0 comentários
sexta, 05 outubro, 2007
Correios transcrevem carta em braille de graça



Um novo serviço dos Correios entra em operação nesta sexta-feira: a transcrição gratuita de correspondências em braille (sistema de leitura com o tato para cegos). Através dele, pessoas com problemas visuais podem enviar e receber cartas na linguagem desenvolvida especialmente para elas: o código braille.

Para usar o serviço de transcrição, os interessados, cegos ou não, devem postar as correspondências em qualquer agência dos Correios do país para a Central Braille, que funcionará em Belo Horizonte. O serviço é de graça: apenas a tarifa normal de postagem para carta comercial ou não-comercial será cobrada.


postado por Mariângela as 11:08:11 # 0 comentários
quarta, 19 setembro, 2007
Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência alerta para situação dos deficientes no país



           Apesar de Curitiba ter se antecipado às outras cidades brasileiras no cumprimento da Lei Federal 10.098/00 e no Decreto Federal 5296/04, regulamentando as novas edificações e definindo prazos para a adaptação de antigas construções, criando normas para as edificações particulares e públicas, desde prédios, parques e praças, a realidade dos portadores de necessidades especiais de Curitiba e RMC ainda não é a desejada por eles. Deficientes físicos dessa região ainda encontram dificuldades em transitar nas ruas e locais públicos. Outro problema apontado pelas entidades é a falta de pessoas capacitadas a assumir os cargos de trabalho nas empresas. Essa é a realidade apontada pela Associação dos Deficientes Físicos do Paraná (ADFP) e pela Associação de Pessoas Deficientes de Colombo (APDEC). Apenas em Curitiba, cerca de 15% da população possui algum tipo de deficiência física, mental, visual ou auditiva. De acordo com Mauro Nardini, presidente da ADFP, apesar de o número de deficientes inseridos no mercado de trabalho ter quase duplicado no Paraná no período de 2003 a 2006 (6.023) em relação ao período de 1999 a 2003 (3.184), principalmente por causa da Lei de Cotas, falta capacitação para essas pessoas. “Há muitas empresas dispostas a contratar até mais do que a lei exige, porém, falta algum programa que capacite essa população”, explica.

            Para discutir a alertar a população e o poder público da importância da inclusão social, haverá no próximo dia 21 de setembro uma série de manifestações pacíficas em Curitiba e Região Metropolitana para marcar o Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência. Na capital, a concentração ocorre na Praça Santos Andrade, a partir das 9 horas, com a participação de associações e mais de 30 escolas especiais. Na ocasião, o coral Meninos de Angola, grupo composto por crianças africanas portadoras de deficiência visual, fará uma apresentação. Outros grupos também farão demonstrações de teatro e dança.

             Na tarde do dia 21/9, todos os municípios da Região Metropolitana, incluindo Curitiba, farão um encontro em Colombo, no auditório da Regional Maracanã, a partir das 14 horas. A intenção dos organizadores é fazer um protesto pacífico para sensibilizar a sociedade. Haverá a participação de alguns palestrantes, entre eles, Ricardo Mesquita, consultor em acessibilidade do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Paraná (Crea-PR).  

            Segundo Nardini, ainda há muito o que se fazer, mas é inegável que as pessoas estão cada vez mais conscientes que a inclusão de deficientes deve ser uma rotina, e não mais um privilégio de poucos. “A Prefeitura de Curitiba já está reformando as calçadas, como o exemplo da Rua Marechal Deodoro, onde foram colocados 1.670 metros de pista tátil para deficientes visuais e 70 rampas de acesso a portadores de deficiências físicas.

            Significado

            O Dia Nacional da Luta das Pessoas deficientes surgiu em 1982, durante um encontro nacional das entidades. O dia foi escolhido pela proximidade com a primavera e o Dia da Árvore, para representar o nascimento das reivindicações de cidadania e participação pela igualdade de condições.


postado por Mariângela as 08:23:50 # 0 comentários
terça, 18 setembro, 2007
IBM desenvolve 'mundo virtual' para internautas cegos

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/09/070918_mundosvirtuaiscegos_pu.shtml


Prédio virtual da IBM
IBM quer estabelecer presença no nicho de mundos virtuais
A filial irlandesa do fabricante de computadores IBM anunciou que está trabalhando em um projeto que auxiliará a navegação de internautas cegos pelos chamados "mundos virtuais".

Um projeto realizado por estudantes com ajuda da empresa criou um sistema de áudio que utiliza sons para dar sensação de espaço no Active Worlds – um programa que recria na internet o mundo real.

Estimativas indicam que, em apenas quatro anos, 80% dos usuários de internet utilizarão aplicações que simulam a realidade, como o Second Life, que já tem quase 9,5 milhões de membros.

Para a IBM, é preciso garantir que pessoas com deficiência visual também tenham acesso a este ambiente.

"Quando o usuário entrar no mundo virtual, será informado dos objetos e suas posições", explicou Colm O'Brien, um dos quatro pesquisadores que trabalham no projeto.

"Haverá também sons. Por exemplo, se o usuário passar ao lado de uma árvore, escutará o farfalhar das folhas."

Evolução

A pesquisa desenvolveu softwares de conversão de texto em voz, para que os usuários cegos possam conhecer as inscrições de uma caixa de mensagens, por exemplo, ou conversar virtualmente com outro usuário.

"Pessoas" virtuais também poderiam emitir sons, para avisar usuários cegos de que estão se aproximando e a que distância se encontram.

O projeto faz parte da iniciativa de pesquisas Extreme Blue, na qual a IBM reúne grupos de estudantes que buscam resolver, em 12 semanas, problemas colocados por pesquisadores avançados.

Uma equipe de consultores cegos em Dublin e nos Estados Unidos está aconselhando e avaliando a iniciativa.

A experiência será depois desenvolvida pelo Centro de Habilidade e Acessibilidade Humana da IBM, no Texas.

"A IBM acredita que os mundos virtuais serão a próxima grande evolução da internet, e se isso acontecer não é justo que as pessoas cegas deixem de aproveitar aquilo que está disponível para o resto de nós", disse O'Brien.


postado por Mariângela as 01:28:03 # 0 comentários
sexta, 31 agosto, 2007
Chip implantado no olho devolve visão a cegos

Médicos alemães desenvolveram o que por muito tempo foi tema apenas da ficção-científica: um chip capaz de devolver a visão a pessoas cegas. De acordo com a edição desta quinta-feira do Jornal Nacional, o equipamento leva esperança a mais de 45 milhões de deficientes visuais no mundo.

O "olho biônico", como ficou conhecido, é formado por um pequeno chip que é implantado na retina do paciente. Ele recebe a luz que entra pelo olho e a transforma em impulsos elétricos. Esses sinais são enviados a um pequeno transformador que fica atrás da orelha e emite os impulsos ao cérebro.

Por enquanto, o "olho biônico" beneficia apenas pacientes que perderam a visão por causa de doenças degenerativas nas células da retina. Mas os médico alemães acreditam que é apenas questão de tempo até que ele se aplique a outros problemas de visão.

O oftalmologista brasileiro André Messias faz parte da equipe que desenvolveu e apresentou o "olho biônico". Ele conta que o chip consegue melhorar em até 30% a visão dos pacientes e estima que em breve a descoberta pode chegar aos hospitais brasileiros e deverá custar cerca de R$ 50 mil.

Terra

postado por Mariângela as 10:44:41 # 0 comentários
quinta, 23 agosto, 2007
Site cria biblioteca online só com audiobooks

SÃO PAULO - Estréia esta semana o portal Universidade Falada, site dedicado exclusivamente à distribuição de audiobooks. Felipe Zmoginski, do Plantão INFO


postado por Mariângela as 10:14:11 # 2 comentários
segunda, 06 agosto, 2007
Game para deficientes visuais valoriza a audição


"Onae, a aventura de Zoe" é um jogo de aventura criado em cinco idiomas: castelhano, catalão, galego, basco e inglês - produzido pela Vector Animado.

Em relação aos outros jogos desenvolvidos para portadores de deficiência, este é o primeiro em que qualquer pessoa, possuindo ou não o sentido da visão, pode competir, graças à tecnologia tridimensional utilizada, disse Eugenio Pérez, diretor do departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Cidat-ONCE (Organização Nacional de Cegos Espanhóis). A Cidat-ONCE já expôs o jogo em caráter experimental e deve começar a comercializá-lo no segundo semestre.

"O jogo permite que vários irmãos, com ou sem visão, joguem", diz Paco Vázquez, um dos criadores do game e que destaca o elemento integrador como uma vantagem para romper o isolamento de portadores de deficiências visuais.

Segundo Vázquez, até agora havia muitos jogos para estes usuários em duas dimensões. No game, a personagem Zoe é uma jovem estudante de geologia que trabalha em uma mina recolhendo amostras e que, no meio de um terremoto, vai parar em um mundo povoado por uma civilização desconhecida.

Ela, então, é obrigada a cumprir várias provas para sair desse outro mundo. Para isso, os efeitos sonoros são potencializados ao máximo, diz o diretor do Cidat-ONCE.

"Com o sistema, um deficiente, através da audição, tem mais informação do que um jogador comum, já que o elemento sonoro o ajuda a ter certas vantagens e a avançar dentro do jogo. O jogo se passa em um formigueiro praticamente às escuras, no qual é preciso se movimentar superando obstáculos como paredes e portas e resolvendo situações", diz Pérez.

Nesse mundo de galerias com pouca luz, "a pessoa que enxerga tem dificuldade de se movimentar com agilidade", e por isso, os sons são a pista fundamental.

"Trata-se de implantar rotas de som. Os jogadores com deficiência visual ouvem um apiyo e, pela freqüência e a velocidade, sabem onde um objeto está", afirma o criador.

Além disso, existem teclas de apoio que dão pistas para saber onde o jogador se encontra, e, muitas vezes, o cenário "não representa vantagem alguma".

"Pelo contrário, há situações nas quais enxergar atrapalha - acrescenta. - Há situações nas quais é preciso escolher um som e, se o jogador se guia pela visão, vai se enganar", diz o diretor da Vector Animado.

Da Agência EFE
fonte: http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=200786085112&assunto=194&onde=1

postado por Mariângela as 10:40:57 # 0 comentários
quarta, 01 agosto, 2007
Não é propaganda, é acessibilidade

Aos colegas DV´s



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postado por Mariângela as 08:59:56 # 0 comentários
sexta, 27 julho, 2007
Miolo lança vinho com rótulo em braile

A Miolo Wine Group lançou o primeiro vinho brasileiro com rótulo em braile. A comunicação destinada a deficientes visuais estará estampada nas garrafas do Gran Lovara, novo vinho do grupo que chega ao mercado classificado entre os melhores da Miolo, equiparando-se ao RAR, à linha Quinta do Seival e ao Cuvée Giuseppe. É o primeiro vinho da categoria superpremium produzido em parceria com a Lovara, sócia da Miolo no projeto Terranova e na produção da linha Lovara.

Produzido na Serra Gaúcha com a safra 2005, o Gran Lovara tem um corte de carbernet sauvignon, merlot e tannat. O lançamento está à venda no site da Miolo e em lojas especializadasl no total de seis mil garrafas.

A empresa decidiu inovar os rótulos para atrair a atenção de um consumidor carente de produtos dirigidos. "Há uma grande demanda reprimida, embora já existam diversas empresas no Brasil que valorizam esses portadores como clientes especiais", afirma diretora da Zorzo Design Estratégico, Luciane Zorzo, responsável pelo desenvolvimento do rótulo. "Implementar as informações em relevo é mais um passo em direção ao respeito pelo consumidor", diz o diretor técnico da Miolo Wine Group, Adriano Miolo .

Os últimos dados levantados pelo Censo revelam que 24,5 milhões de brasileiros são portadores de necessidades especiais. Do total, 11,8 milhões (48,1%), têm problemas visuais, e 159.824 (0,65%) são cegos.

fonte: http://jbonline.terra.com.br/extra/2007/07/25/e250712750.html

postado por Mariângela as 08:33:56 # 0 comentários
quarta, 25 julho, 2007
Breve história do Goalball

Esta modalidade foi criada especialmente para os deficientes visuais, ao contrário de outras, que foram adaptadas. Em 1946 o austríaco Hanz Lorenzen e o alemão Sepp Reindle desenvolveram uma atividade para ajudar na reabilitação de soldados veteranos que haviam adquirido a deficiência visual durante a Segunda Guerra Mundial. Era o goalball. Nos Jogos Paraolímpicos de Toronto, em 1976, o esporte foi disputado em caráter de exibição e a partir dos Jogos de Arnhem 1980, na Holanda, entrou para o programa da competição. As mulheres fizeram sua primeira participação nos Jogos de Nova York 1984. Em 1978, na Áustria, foi realizado o primeiro Campeonato Mundial da modalidade. Atualmente é praticado nos cinco continentes do mundo.


Mais informações sobre esportes para cegos podem ser obtidas no www.cbdc.org.br e www.ibsabrasil2007.org.br.


postado por Mariângela as 10:37:02 # 0 comentários
sábado, 21 julho, 2007
Empresas descobrem força do consumidor deficiente



http://www.correiodabahia.com.br/negocios/noticia.asp?codigo=132489



Além de responsabilidade social, investir em acessibilidade e produtos diferenciados pode ser um ótimo negócio.
Ao contrário de um tratamento tipo "coitadinhas", as pessoas com
deficiência, que a cada dia conquistam mais espaços no mercado de
trabalho, querem ser vistas e tratadas como cidadãs plenas. E isto
inclui o direito de escolher as próprias roupas, o restaurante e o
barzinho que querem freqüentar, o hotel onde se hospedar, o supermercado onde fazer as compras ou mesmo o transporte ideal para ir ao trabalho ou passear. As iniciativas de inclusão econômica desse contingente, estimado em quase 25 milhões de brasileiros (dois milhões na Bahia) com um potencial de consumo que chega a R$5 bilhões, ainda são tímidas. Mas já revelam sinais de cura dessa cegueira empresarial, permitindo distinguir pelo menos uma luz no fim do túnel.

Cardápios e embalagens de produtos em braille (McDonald's, Sadia,
Natura); rampas, portas largas e sanitários adaptados para cadeirantes (Baby Beef, shoppings); carrinhos de compra motorizados e espaços amplos entre as gôndolas dos supermercados (Extra e G. Barbosa); elevadores com sensores de voz e painel de comando em braille; terminal eletrônico de bancos e telefones públicos rebaixados para cadeirantes ou pessoas de baixa estatura; funcionários intérpretes de sinais (Libras); e sites com softwares que permitem o acesso por deficientes visuais. Estes são alguns recursos disponíveis no mercado e que podem ser adotados, sem grandes custos, por empresas públicas e privadas para permitir que as
pessoas com deficiência possam se sentir, de fato, incluídas na
sociedade, sem precisar depender, sempre, de uma "bengala humana" para acompanhá-las em todos os espaços públicos.

... continua no link http://www.correiodabahia.com.br/negocios/noticia.asp?codigo=132489


postado por Mariângela as 10:33:08 # 0 comentários
sábado, 07 julho, 2007
FRANCÊS INVENTA SENSOR QUE CONVERTE LIVROS EM BRAILE

 O engenheiro francês Raoul Parienti, de Nice, inventou o primeiro sensor portátil que converte o texto dos livros em linguagem braile. A tecnologia, chamada "Top Braille", demorou dez anos para ser aperfeiçoada.
    O aparelho tem o tamanho de um mouse, pesa 120 gramas e pode ser levado no bolso. Passando o sensor no texto, uma micro-câmera digital lê os caracteres, que são transmitidos a um processador. O texto é instantaneamente traduzido na linguagem para cegos e pode ser impresso ou ser ouvido com um fone.
    Até hoje, os cegos só tinham acesso às obras com edições especiais em braile.
    "Graças a esse dispositivo poderemos permitir a 42 milhões de cegos de todo o mundo de ler normalmente", explica Pariente que criou a sociedade Vision junto com Marc Lassus, ex-presidente da Gemplus, líder mundial do chip.
    Uma primeira série de 50 aparelhos, ao custo de 3 mil euros, já foi encomendada por uma associação.
    As línguas disponíveis até o momento são o francês, o italiano e o inglês. Parienti anunciou que em três meses estarão prontas as versões em alemão e espanhol. (ANSA)


postado por Mariângela as 05:42:39 # 1 comentários
sexta, 06 julho, 2007
Brasil - Acompanhante de deficiente terá desconto em passagem aérea

Anac determinou que empresas ofereçam redução de pelos menos 80% no valor. Outras medidas devem mellhorar condição dos viajantes com necessidades especiais.

Uma norma publicada no Diário Oficial da União pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) restringe o preço que as companhias aéreas podem cobrar dos acompanhantes de passageiros com necessidades especiais. Segundo informações da Agência Brasil, as empresas que exigirem a presença de um acompanhante devem oferecer um desconto de pelo menos 80% do valor da passagem.

Além da resolução sobre os acompanhantes, a Anac publicou outras normas que estabelecem assistência diferenciada por parte das companhias aéreas e da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) nesta quinta-feira (14). Os passageiros com necessidades especiais deverão ter auxílio durante todo o trajeto da viagem, desde o momento da reserva até o destino final.

As pessoas que necessitam de assistência especial deverão informar a empresa quando fizerem a reserva ou com antecedência mínima de 48 horas. Equipamento de oxigênio deverá ser solicitado no mínimo 72 horas antes do vôo.

Os passageiros que utilizam cadeira de rodas ficarão acomodados em assentos especiais, junto aos corredores, localizados nas três primeiras fileiras. Além disso, a primeira fileira deverá ser utilizada prioritariamente por crianças desacompanhadas e passageiros com cão-guia que tenha vacinação comprovada.

A Infraero e as empresas aéreas deverão criar programas de treinamento para os funcionários de terra e de bordo. Os aeroportos deverão ter balcões de atendimento adaptados com móveis compatíveis à altura e à condição física de pessoas em cadeiras de rodas e as informações devem ser fornecidas em braile para os portadores de deficiência visual e na língua brasileira de sinas (Libras) em caso de deficiência auditiva.

As medidas impostas pela Anac devem ser implementadas até dezembro deste ano. O prazo vale também para que a Infraero disponibilize, nas áreas comuns dos aeroportos, telefones adaptados a deficientes auditivos, e para que as companhias façam o mesmo nas centrais de atendimento. Os cartões de informações de emergência em braile devem ser disponibilizados em um prazo mais curto, de quatro meses.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL52342-5598,00.html


postado por Mariângela as 06:11:09 # 0 comentários
XI CBDEV, Tradicional Congresso Brasileiro em Educação Especial Acontece em Novembro

Com o tema:

A cidade de João Pessoa, capital do estado da Paraíba, será a sede do XI Conbresso Brasileiro de Educação de Deficientes Visuais, XI CBEDEV, promovido pela Associação brasileira de Educadores de Deficientes visuais, Abedev, no período de 31 de outubro a 4 de novembro. O evento, realizado de quatro em quatro anos, constitui-se numa das mais importantes iniciativas visando o debate e a atualização de temáticas fundamentais para o avanço da educação especial no Brasil e em âmbito internacional.

Tendo como temática geral "Educação, Formação e Práticas pedagógicas: compromisso com a Inclusão”, o XI CBDEV contará com a participação de cerca de setecentos profissionais, estudantes e educadores brasileiros, prevendo-se ainda, a presença do presidente da União Latino americana de Cegos, Josè Monteagudo González, e de representantes da Organização Nacional dos Cegos Espanhóis, além de representação do movimento de cegos e amblíopes de Portugal.

A conferência de abertura do evento, no dia 31 de outubro, a partir das 20 hs, versando sobre o tema” “ EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS: COMPROMISSO COM A INCLUSÃO ””, será proferida pela secretária de Educação Especial do Ministério da Educação, a professora Cláudia Pereira Dutra.

O evento conta com uma programação rica e diversificada, organizada em seis painéis, diversas oficinas e mini-cursos, contando ainda, com uma programação noturna onde são previstas dezenas de comunicações orais e apresentação de posteres.

De acordo com informações do professor Edivaldo Ramos, presidente da ABedev, e também Coordenador Geral do XI CBDEV, As comissões de organização e divulgação do evento já produziram inúmeros documentos, a exemplo das normas de apresentação e ficha de inscrições dos trabalhos, que podem ser encaminhados à sede da entidade até o dia 30 de junho; planos de adesão e hospedagem; ficha de inscrição ao congresso, além da programação preliminar, os quais podem ser acessados na homepage da entidade, através do link
http://intervox.nce.ufrj.br/abedev.

Como ocorre tradicionalmente, o XI CBDEV encerrar-se-á com a realização da assembléia geral ordinária da Abedev, em conformidade com edital de convocação a ser distribuído oportunamente, a qual prevê direito de voz e voto para aqueles associados quites com a tesouraria da entidade.

Segundo informações do professor Edivaldo Ramos, a escolha da cidade de João pessoa para a realização do XI CBDEV deu-se em razão da necessidade de descentralização do evento, cuja realização sempre esteve circunscrita às regiões sul, sudeste e centro-oeste. Para ele, o Nordeste, comparativamente com as outras regiões do país, possui índices razoáveis de pessoas com deficiência visual, sobretudo na primeira infância, além do que a região carece de políticas consistentes de consolidação de programas especiais voltados à educação, à reabilitação, à prevenção, ao desporto e outras iniciativas que visem a autonomia e independência desse contingente social.


postado por Mariângela as 06:08:45 # 0 comentários
HSBC firma compromisso para capacitar deficientes físicos

Marina Diana

Um termo de compromisso firmado no dia 6 de junho entre o HSBC Bank Brasil S/A e o Ministério Público do Trabalho no Paraná tem como objetivo capacitar, até 2010, cerca de 900 deficientes físicos para o mercado de trabalho.

Todos terão contrato de trabalho assinado por prazo determinado de até oito meses (tempo de duração do curso), bem como suas carteiras de trabalho e Previdência Social anotadas e outros benefícios.

O HSBC informa que a idéia é encontrar profissionais capacitados para atuar na empresa, independentemente de limitações físicas. Assim, seria mais que apenas a cumprir a Lei 8.213/91, que exige que em um quadro de cem funcionários, de 2% a 5% das vagas devem ser de pessoas com deficiência.

Segundo informações da Procuradoria Regional do Trabalho da Nona Região (Curitiba), em três anos, a empresa deverá atingir sua cota mínima de contratação de portadores de deficiência.

"Em 29 de maio de 2010, o HSBC deverá ter efetivado em seu quadro de funcionários 1.300 contratos de trabalhadores com deficiência para se ajustar à cota prevista pela Lei 8213/91", diz o procurador Ricardo Tadeu Marques da Fonseca.

O banco compromete-se a investir, nos próximos três anos, em capacitação, material didático, remuneração de treinadores, adequação de acessibilidade arquitetônica de suas unidades, aquisição e adequação de mobiliários e equipamentos necessários às atividades das pessoas com deficiência etc.

Atualmente, a instituição conta com 485 trabalhadores com deficiência contratados pela empresa em todo o território nacional.

fonte: http://www.lerparaver.com/node/7184


postado por Mariângela as 06:05:07 # 0 comentários
domingo, 01 julho, 2007
Cordel alagoano é publicado em braille

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O escritor maceioense Tchello d'Barros acaba de ter dois de seus cordéis com temática alagoana publicados na na cidade de Blumenau/SC na antológica "Blumenauaçu na Ponta dos Dedos", um projeto de Difusão de Literatura para Cegos do Centro Braille da Fundação Cultural de Blumenau.

O autor, cujo pai era deficiente visual, disponibilizou os direitos autorais de seus 5 livros publicados e também os cordéis escritos em Maceió, para que a editora escolhesse alguns textos. E foram os próprios deficientes visuais que escolheram os cordéis para inclusão no livro, cuja publicação contém os textos na versão convencional e também no sistema Braille.

Em 2003 Tchello publicou o livro de poemas "Amor à Flor da Pele" também na versão em Braille, onde alguns poemas foram lidos por uma personagem cega na novela "América", da Rede Globo. Também já fez gravação de poemas infantis para criaças cegas além de leitura e declamação de poemas em antidades afins.

Os cordéis são um tema de pesquisa do autor na literatura nordestina, atualmente com uma coleção de mais de 300 exemplares e também é uma das formas fixas de poema com a qual tem produzido sua literatura recente. Para a edição desta antologia foram escolhidos dois cordéis, "O Mistério De Blém-blém E Os Fantasmas de Jaraguá", que trata de um personagem popular que de fato existiu, conhecido por Blém-blém ou Bate-ferro, em função de sua mania de bater continuamente nos postes e outros suportes pelas ruas do portuário bairro histórico de Jaraguá, em Maceió. O outro cordel é "O Justo Destino Do Pistoleiro Justino", espécie de faroeste matuto inspirado na pistolagem alagoana contemporânea. O autor também já disponibilizou para aquela instituição o cordel "A Feira do Passarinho de Maceió" num projeto onde os poemas são impressos nos saquinhos de pão das padarias.

postado por Mariângela as 02:32:18 # 0 comentários
site LER PARA VER

http://www.lerparaver.com/quemsomos

O portal LERPARAVER nasceu a 26 de Novembro de 1999 pelas ãos de dois amigos cegos portugueses, residentes no Porto, Daniel Serra e António Silva, sendo, actualmente, o maior portal em língua portuguesa dedicado a deficiência da visão.

continua no link http://www.lerparaver.com/quemsomos


postado por Mariângela as 02:03:35 # 0 comentários
quarta, 13 junho, 2007
Equipamentos usados pelos portadores de deficiência ganham isenção de ICMS

Comprar equipamentos e aparelhos destinados aos deficientes físicos, auditivos e visuais ficou mais barato no Paraná. É que o governador Roberto Requião aderiu ao convênio proposto pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que estabelece isenção do ICMS de 18% na compra desses equipamentos.

“A isenção para equipamentos voltados à acessibilidade de deficientes físicos vai estimular a igualdade de condições entre pessoas portadoras de necessidades especiais e o restante da população”, disse o presidente da Associação dos Deficientes Físicos do Paraná, Mauro Nardini, ao comentar a decisão do governador.

O secretário estadual da Fazenda, Heron Arzua, informou que apenas cinco estados brasileiros adotam medida semelhante: Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Pará e Bahia. “Esse incentivo é de fundamental importância por contribuir para a inserção sócioeconômica dos portadores de necessidades especiais”, disse.

Nardini concorda com o secretário e destaca que a falta desses equipamentos dificulta a inclusão social. “Hoje, no Paraná, existem pessoas aguardando oportunidades no mercado de trabalho que muitas vezes não surgem pela dificuldade que o portador de necessidades especiais encontra no seu dia-a-dia. Além disso, sem o imposto a pagar, os fabricantes de equipamentos poderão investir ainda mais em pesquisas e em novas soluções”.

A proposta para que o Paraná aderisse ao convênio foi apresentada pelo deputado federal Ângelo Vanhoni (PT), quando ocupava uma cadeira na Assembléia Legislativa do Paraná. O texto prevê que equipamentos de acesso ao deficiente físico, como veículos automotores adaptados e plataformas de elevação para cadeira de rodas, além daqueles destinados aos portadores de deficiência visual e auditiva, contem com a isenção do ICMS de 18%. Assim, a diferença é repassada ao preço final de venda, estimulando sua instalação nos equipamentos urbanos, escolas, órgãos públicos e empresas.

Agora, o deputado pretende tornar a isenção do ICMS para esse tipo de equipamento válida em todo o território nacional. O trabalho será levado para discussão em Brasília pelo próprio Vanhoni, com apoio das entidades locais. “O trabalho no Paraná é apenas um início para que todos os estados brasileiros também recebam o incentivo fiscal, melhorando a qualidade de vida dos portadores de necessidades especiais, sejam físicas, auditivas ou visuais”, finalizou.

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